Sustentabilidade: de olho no futuro

Roberto Palazzo, diretor da Sociedade Rural do Paraná, fala ao Gargalo sobre o assunto

Por Marina Ferezimsustentabilidade para a gente não é só meio ambiente.

Sustentabilidade é um tema muito discutido atualmentte em todas as sociedades. Em termos simples, sustentabilidade significa a promoção do melhor para as pessoas e para o meio ambiente, tanto agora como para o futuro.

De acordo com o Relatório Brundtland, documento elaborado em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, sustentável é “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

E é somente através da não agressão ao planeta e da produção sustentável que a Terra continuará sendo habitável para as futuras gerações. O diretor secretário da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Roberto Palazzo de Almeida Barros, fala das iniciativas da SRP nesse campo.

GARGALO – Qual é a visão da Sociedade Rural do Paraná sobre sustentabilidade?

Sustentabilidade para a gente não é só meio ambiente. Lógico que é a sustentabilidade no meio ambiente uma parte muito importante, isso é inegável. Mas a gente entende também por sustentabilidade, que o produtor rural, tenha um retorno financeiro que justifique que ele fique no campo, que ele não abandone o campo e venha trabalhar num subemprego na cidade.

A gente pensa também em preservação de áreas permanentes, em recompor matas, mas também de modo que a pessoa possa se sustentar no campo. Nada mais justo que ter o filho na escola, um bom carro, uma casa decente, água, luz, telefone, televisão, porque isso são coisas que todo mundo tem na cidade, nada mais justo que ele também tenha no campo.

GARGALO – Esse é um processo que ainda está começando?

Já há algum tempo que a gente vem fazendo cursos, palestras e diversas outras atividades nesse sentido. Mas é mais demorado divulgar isso para 100% da população do campo. Cada propriedade e cada região tem sua própria realidade. Em primeiro lugar, o proprietário precisa fazer um bom estudo, ter conhecimento de tudo que pode ser feito na sua propriedade, para, assim, poder dar início à sustentabilidade.

GARGALO – Existe um modelo de sustentabilidade?

Não. Em propriedades rurais, você nunca trabalha com um modelo, porque as coisas mudam de uma propriedade para a outra, basta uma ter um rio e a outra não, por exemplo. Não há uma receita fixa.

É preciso que as ações de cada propriedade sejam absolutamente pontuais, uma pode ter capacidade de produzir madeira, outra produz melhor, por exemplo, horticultura, pois está na beira da água.

GARGALO – As iniciativas da SRP são aplicadas pelo Brasil?

Durante a última Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, cujo tema foi sustentabilidade, tivemos muitas visitas de governadores e deputados de outros estados e também tivemos gente de fora do país vendo nossas iniciativas. Eu acho que, aos poucos, essa tecnologia chega ao campo. O pessoal vai aprendendo, vai tocando isso devagarzinho.

Legenda da foto: Roberto Palazzo de Almeida Barros, diretor secretário da Sociedade Rural do Paraná: sustentabilidade para a gente não é só meio ambiente.

 

Published in: on 21/06/2008 at 12:38 AM  Deixe um comentário  

Domingo foi dia de mais uma prova

Ano de 2008 oferece grande número de vagas para concursos públicos

por Lady Diniz

A prova foi aplicada no campus da Pontif�cia Universidade Católica

No último domingo (15/06) foram realizadas provas para o concurso para preenchimento de vagas da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica). O cargo mais disputado na cidade foi o de Assistente Administrativo II, para a função de Tele-atendente. A prova foi elaborada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e aplicada no campus da própria Universidade, em Londrina (foto).

Inicialmente foi exigido dos candidatos um ano de experiência na função, mas as inscrições foram reabertas e a exigência diminuiu para seis meses, o que fez com que o número de inscritos aumentasse consideravelmente. A alta procura deveu-se ao fato de a cidade ser um pólo regional de empresas no setor de Call Center.

Candidatos aguardam o horário da prova, que iniciou pontualmente às duas da tarde

Candidatos aguardam o horário da prova,
que iniciou pontualmente às duas da tarde

O ano de 2008 foi contemplado com a realização de vários concursos para o preenchimento de cargos públicos. Em todo o Brasil, mais de 12 mil vagas foram autorizadas pelo Governo.

Em Londrina, por exemplo, no mesmo dia em que ocorreu a prova para o concurso dos Correios, foi realizada a seleção para a Prefeitura da cidade. Naquela data também ocorreu o exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em breve deve ocorrer o concurso da Caixa Econômica Federal, cujas inscrições já foram encerradas. No Paraná, o objetivo é formar reserva para futuras contratações de técnico bancário. Neste concurso, foram privilegiados os candidatos com Ensino Médio. Maiores chances para aqueles que não possuem curso de graduação.

São aguardados, ainda para este ano, editais de concursos para as prefeituras das cidades de Sarandi, Porecatu e Centenário do Sul, além de vagas para o Consórcio Intermunicipal de Saúde (1º e 3º graus).

Preparação e estabilidade

Quem se prepara e consegue passar num concurso não se arrepende. A operadora de Telemarketing da empresa Dedic, que presta serviços para a VIVO, Flaviane Galvão, fez a prova do concurso da Copel.

Segundo ela, os maiores atrativos desse tipo de emprego são a estabilidade e os benefícios oferecidos. Algumas empresas concedem bolsas de estudos aos funcionários. Ela já tentou este ano uma vaga na Prefeitura e, além da Copel, irá fazer a prova da CEF-PR.

Flaviane, que abandonou o curso de Artes Cênicas e hoje estuda Economia na Universidade Estadual de Londrina, não teme a alcunha de “desocupado”, que geralmente é dada ao funcionário público, e deseja ser um deles: “minha mãe é funcionária publica estadual e trabalha bastante. Quero entrar numa empresa pública enquanto sou jovem para fazer carreira”, afirma.

Published in: on 19/06/2008 at 4:42 AM  Deixe um comentário  

Seminários aproximam jornalistas e estudantes da linguagem do agronegócio

Evento realizado em Londrina no último dia 29 faz parte do módulo de pecuária de corte e de leite dos Seminários Itinerantes de Comunicação e Agronegócio, promovidos pela Embrapa e Ajap

 

Por Mariana Fabre

 

Abordando desde questões básicas da produção e distribuição de leite e carne, até assuntos polêmicos do mercado, como o caso da fraude no leite, em que empresas foram acusadas de misturar soda cáustica e acetona ao produto, passando também pelo caso do embargo à carne brasileira, especialistas nas cadeias de pecuária de corte e de leite apresentaram um pouco de sua realidade a jornalistas e estudantes de jornalismo durante evento realizado em Londrina no último dia 29. A apresentação faz parte dos Seminários Itinerantes de Comunicação e Agronegócio (Secoagro), promovidos pela Embrapa Soja, Embrapa Florestas e Associação dos Jornalistas do Agronegócio do Paraná (Ajap).

De acordo com o extensionista da Emater, Paulo Hiroki, que ministrou uma palestra durante o evento, a proposta do Secoagro foi oportuna, pela falta de jornalistas que conhecem a realidade do setor agropecuário. Segundo ele, são raras as oportunidades de expressar opiniões e pontos de vista para um público formador de opinião. “Nós sentimos muitas vezes a necessidade de que pessoas do outro lado, que estão fazendo reportagens, conheçam um pouco do que estamos fazendo”, comentou.

Além de Paulo Hiroki, também ministraram palestras nessa etapa do Secoagro, o presidente da Associação Norte Paranaense de Produtores de Leite, Valdeir Martins, o extensionista da Emater, João Batista Barbi, além do diretor da Sociedade Rural do Paraná, André Carioba.

Segundo o estudante de jornalismo Stefan Arruda, debater a questão da agropecuária é muito importante, porque os universitários sabem muito pouco sobre o que realmente acontece no setor. “Eu mesmo tenho pouco conhecimento sobre a área, mas acho que o agronegócio deveria ser mais valorizado pelos jornalistas, porque todos os dias estamos sujeitos aos seus produtos, os alimentos que vêm a nossa mesa”, opina.

O jornalista Fábio Serrato confessa que em sua formação acadêmica não estudou questões envolvendo o agronegócio e por esse motivo acha importante debater o assunto com jornalistas formados e futuros profissionais. “Nos meus quatro anos de universidade eu não fiz nenhuma matéria sobre agronegócio e nesta semana tive que fazer uma reportagem para o jornal em que trabalho sobre a Semana da Agricultura. Foi então que eu senti falta de conhecer alguns temas e palavras específicas da área”, relata.

 

Serviço – O Secoagro vai realizar, gratuitamente, 20 seminários entre os anos de 2008 e 2009, em regiões que concentram produção jornalística e faculdades de comunicação do Paraná. A programação está disponível no site www.secoagro.com.br.

Published in: on 10/06/2008 at 2:08 PM  Deixe um comentário  

Pesquisa com células-tronco embrionárias está liberada no Brasil

Decisão do STF põe um ponto final no embate entre cientistas e religiosos, mas não acaba com a polêmica em torno do assunto

por Mariana Fabre

A pesquisa com células-tronco embrionárias, para fins terapêuticos, foi julgada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada. Com diferença de apenas um voto (foram seis contra cinco), os ministros aprovaram, na sessão do dia 29 de maio, o artigo 5º da Lei de Biossegurança, colocando um ponto final no embate político-científico-religioso que já durava três anos no Brasil.

A questão mais polêmica da utilização das células-tronco embrionárias, e que opõe pesquisadores e religiosos, está na definição de quando se inicia a vida, propriamente dita: no momento da fecundação (como afirma a Igreja Católica), em algum momento da gestação ou a partir do nascimento. Mas a decisão do STF não entrou nesse mérito. Simplesmente concluiu que a Constituição Brasileira não garante ao embrião mantido em laboratório a garantia da inviolabilidade.

Ao final da sessão, os cientistas comemoraram a vitória baseada no argumento de que o emprego das células-tronco nas pesquisas pode auxiliar no desenvolvimento de tratamentos para pacientes que sofrem de doenças até então sem cura, como Alzheimar, diabete e lesões na medula cervical.

A opinião da estudante de Marketing, Luciana Pires, reflete essa polêmica em torno da utilização de células-tronco embrionárias. Luciana concorda com a visão da Igreja Católica, de que a vida começa a partir do momento da fecundação, o que tornaria crime e, ao mesmo tempo, pecado, o uso de células de embriões em pesquisas. No entanto, ela afirma ter consciência de que os estudos com células-tronco podem ajudar muitas pessoas e trazer um bem muito grande à humanidade. “Apesar das convicções religiosas, acredito que o que acontece é que as pessoas não se colocam no lugar daqueles que estão precisando das pesquisas”, comenta.

Resultado

Votaram a favor das pesquisas os ministros Ellen Gracie, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Carmen Lúcia Antunes Rocha e Marco Aurélio Mello. Já os ministros Antonio Cezar Peluso, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Carlos Menezes Direito e Gilmar Mendes se posicionaram contrários ao artigo. A decisão posiciona o Brasil ao lado de outros 25 países que são favoráveis ao uso de células-tronco embrionárias para esse tipo de pesquisa.

Published in: on 07/06/2008 at 1:25 AM  Deixe um comentário  

CVV forma novos voluntários em Londrina

Curso realizado no final de abril preparou atendentes para pessoas que sofrem com a solidão

Por Edson Ferreira

O CVV (Centro de Valorização da Vida), de Londrina, entidade que oferece apoio emocional às pessoas que estão em situação de desespero, realizou nos dias 26 e 27 de abril um curso para formar novos voluntários. Os participantes tinham mais de 18 anos e o objetivo principal era prepará-los para saber ouvir e oferecer orientações às pessoas que procuram este tipo de serviço.
. “Geralmente são pessoas que precisam desabafar com alguém”, explica a voluntária Vera, acrescentando que este é “um trabalho que deve preservar a identidade daqueles que ligam e também dos atendentes”, complementa. De acordo com Vera, o curso abordou temas que não fazem parte do dia-a-dia. “É uma formação mais humana, que na correria e com tantos afazeres, não destinamos mais tempo”.
Ela disse que ao final do curso de formação do CVV os participantes dizem que melhoram o relacionamento com os seus familiares e amigos. “Eles sempre nos falam que o curso ajudou muito, porque trabalhamos a capacidade de aceitar o outro com todas as diferenças que existem entre cada um de nós.”
A participação não ficou restrita apenas aos interessados em atuar como voluntários. No atendimento a tantos casos diferentes, a voluntária Vera diz que marcam mais aqueles em que a família está se desestruturando. “É muito difícil ouvir relatos de pais abandonado os filhos, às vezes são os filhos que querem sair de casa em razão de tantos problemas…”.
O CVV está em Londrina há 28 anos e presta atendimento por 24 horas. Mais informações sobre este serviço podem ser obtidas pelos telefones: 141 / 3356-4111.

Published in: on 05/05/2008 at 10:09 AM  Deixe um comentário  

“OK, eu espero”

Pesquisa mostra que filhos gêmeos compreendem, desde o nascimento, que precisam ter paciência ao esperar que sua mãe termine de cuidar do irmãozinho

Por Mie Francine Chiba


Um dos maiores dilemas de mães que têm filhosmeos é conseguir dividir sua atenção em dois, sem que um filho fique com ciúmes do outro. Ainda mais quando os filhos são pequenos, já que nessa idade eles ainda não entendem certas regras de convivência familiar. Maria Elizabeth Barreto de Pinho Tavares, professora convidada em um curso de especialização do Departamento de Psicanálise da UEL, é mãe de duas filhas gêmeas. Sua tese de doutorado constatou justamente o oposto do que apontam as preocupações de toda matriarca que vive essa experiência: filhos gêmeos são capazes de compreender o fato de que precisam dividir a atenção da mãe desde que nascem.
O objetivo da tese, feita com cinco pares de gêmeos durante o primeiro ano de vida, era entender como se dava o Complexo de Édipo em famílias de filhos gêmeos. Em geral, entende-se o Complexo de Édipo, teoria do psicanalista Sigmund Freud, como a relação do filho homem que deseja ter uma relação mais próxima com a mãe e tem ciúmes do pai; ou da filha que tem uma forte ligação com o pai e tem ciúmes da mãe. Ou seja, a teoria tenta explicar a relação triangular entre pai, mãe, e filho.
Entre bebês gêmeos, o que a professora percebeu é que o Complexo de Édipo também pode acontecer, embora de quatro formas diferentes: entre pai, mãe, e o par de filhos; entre o par formado pelos pais e cada um dos gêmeos; entre cada gêmeo e a mãe; e entre cada gêmeo e o pai. Partindo desse diagnóstico, a professora chegou à conclusão de que os filhos gêmeos compreendem a necessidade de dividir a atenção da mãe, desenvolvendo, assim, o que ela chamou de “maturidade precoce”.
“Em algumas famílias mães ficavam desesperadas quando tinham que atender dois filhos ao mesmo tempo, achando que não dariam conta da situação. Mas situações assim ocorreram freqüentemente. A mãe está trocando a fralda ou amamentando um dos bebês, se quando o outro está chorando, ela conversar com ele, o bebê se aquieta, pára de chorar e espera que a mãe cuide do primeiro. Mas quando a mãe termina de cuidar do congêmeo, se ela continuar o paparicando, o segundo bebê volta a reclamar e a chorar”, conta Maria Elizabeth. Por conta disso, os gêmeos podem se desenvolver mais rapidamente no primeiro ano de vida do que os filhos singulares, no sentido de conseguirem perceber situações em que o outro está precisando de cuidados, completa a professora.
Por isso, Maria Elizabeth enfatiza que, em primeiro lugar, é importante que o diálogo entre pais e filhos gêmeos comece desde o nascimento. Depois, segundo ela, deve-se utilizar “extensores de colo”. “Muitas vezes, a mãe está sozinha e precisa cuidar de dois bebês. O uso do berço, acolchoados no chão, carrinhos e cadeirinhas de bebê e locais onde ele possa ser colocado de forma segura é uma maneira de o nenê estar presente enquanto a mãe se ocupa do congêmeo. Assim, ele consegue esperar para ser atendido no seu horário”, diz.
Procurar cuidar de cada gêmeo de forma individual é outro alerta que a pesquisadora faz aos pais de gêmeos. Maria Elizabeth relata situações como a de um pai que não sabia qual dos filhos estava no hospital. “É preciso sempre chamá-los pelo nome e dedicar a cada um a atenção que lhe é devida. Muitas mães acabam alimentando um porque o outro estava com fome. Ela tem que alimentar ambos na hora e na quantidade em que cada criança necessita. Tratar um como se fosse a réplica do outro pode trazer prejuízos em termos da formação da personalidade, ou seja, do que a criança vai ser no futuro.”
Segundo um dos membros da banca examinadora da tese de Maria Elizabeth, sua pesquisa “criou conceitos”, já que os estudos sobre gêmeos são particularmente raros, pelo menos no Brasil. Ao fazer perguntas sobre o tema em encontros e congressos não era difícil a pesquisadora fazer estudiosos gaguejarem, tão superficial é a pesquisa sobre gêmeos no país.

Published in: on 02/05/2008 at 11:35 AM  Deixe um comentário  

Ballet de Londrina comemora 15 anos de dança e segue formando bailarinos

Grupo já conquistou o respeito nacional, mas nem por isso pretende deixar a cidade

Por Paula Resende

Na Rússia, o Bolshoi Ballet completa 232 anos de existência. No Brasil, o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi formado há 72 anos e em Londrina a companhia de dança comemora 15 anos de vida. Pode parecer pouco perto dos gigantes do ballet clássico, mas a Cia. Ballet de Londrina é um orgulho da cidade desde sua criação, em dezembro de 1993, e hoje se firma como uma das mais respeitadas companhias profissionais fora do eixo Rio-São Paulo.
Embora relativamente jovem, o Ballet de Londrina tem muito a comemorar. Ao longo dos 15 anos de atividade foram montados 20 espetáculos de dança, totalizando mais de 400 apresentações para um público aproximado de 70 mil pessoas. O grupo também realizou oito tournées nacionais e, no mesmo pique, fez sete viagens internacionais, participando de festivais em Cuba, Peru e na Argentina.

À frente da companhia desde sua criação, o diretor Leonardo Ramos caracteriza o Ballet de Londrina como um grupo com certas singularidades. Uma delas é o trabalho de pesquisa, que busca novos eixos de equilíbrio e apoios para locomoção na dança. A partir do espetáculo Prazeres, e agora com mais maturidade em Decalque, esse conceito é explorado ao máximo: “do ar, os movimentos vão para o solo”, descreve Ramos. A música “Romeu e Julieta”, de Prokofiev, foi a trilha escolhida para refletir toda a energia presente no palco.

“Muito Trabalho”. É assim que o diretor Leonardo Ramos define os 15 anos de atividade do Ballet de Londrina. Mas em vez de desânimo, toda essa luta só dá novos ares para a companhia continuar ousando no cenário da dança: “temos alguns planos, como revisitar músicas já usadas em novas coreografias, além de iniciar uma pesquisa sobre o espírito malandro do brasileiro”.

No entanto, a grande “missão messiânica” do grupo, como expressa Leonardo Ramos, é “continuar sendo uma companhia genuína da cidade e trabalhar pela difusão da cultura em Londrina”. O diretor se refere aos projetos desenvolvidos em parceria com a Escola Municipal de Dança, onde integrantes do grupo são também professores das mais de 200 crianças de classe média baixa. A Escola já formou muitos profissionais, sendo que alguns deles integram hoje o Ballet de Londrina.

Published in: on 30/04/2008 at 7:38 PM  Deixe um comentário  

HQs em DVD

Eles voltaram! (se é que um dia foram…)

 

Por Renata Prado

Você pode não ter vivido essa época, mas com certeza já se imaginou lá, de cabelos compridos, sandálias de couro cru, mochila nas costas, ali na Route 66, com o dedo estendido, pedindo carona para Woodstock. Alguns viveram e seguiram, porém outros, como diz o criador, “continuam lá”.

Wood & Stock: sexo, orégano e rock’n roll é (finalmente) o filme sobre esses dois eternos hippies, eternizados pelo chargista paulistano Angeli durante a década de 90 nas páginas da inesquecível Chiclete com Banana.

Foram dez anos de trabalho (três só para a produção de animação) e o resultado é extremamente fiel aos quadrinhos. Isso nas palavras do próprio chargista, que aprovou a versão de Otto Guerra – um gaúcho, quem diria – para os seus personagens. Aliás, o sotaque dos personagens foi um aspecto que teve que ser trabalhado pela produção, já que a maioria dos dubladores era do Sul. Sem contar um ‘probleminha’ enfrentado com o ex-Mutante Sérgio Dias, que queria uma grana alta pelo direito de utilizar algumas canções do grupo no filme.

A trama descreve como Wood e Stock ressuscitam a velha banda de rock Chiqueiro Elétrico (o nome mudou), inconformados que estão com o mundo individualista do século XXI, com a rotina careta e com a situação de Stock, que perde a mesada, digo, o pai, e se muda para o apartamento do amigo.

Fumar todo o estoque de orégano da casa, ver Lady Jane no seu retiro espiritual-tântrico com o guru Rallah Rikota e conferir, na voz de Rita Lee, a volta da sempre bêbada Rê Borbosa – se ela morreu ou não, virou um enigma digno de Capitu e Bentinho. Estes são apenas alguns dos bons momentos desse filme que está perdido nas prateleiras da locadora. Locadora no singular mesmo. Na cidade só foi encontrada uma cópia em DVD!

Vale conferir também as aparições de Raulzito, na voz de Tom Zé, que participa da trilha sonora, ao lado de Arnaldo Baptista (ex-Mutantes), Júpiter Maçã e Mopho. Além, é claro, das conversas entre Overall, o filho certinho de Wood, e sua nova amiga – filha de ex-hippies – Purpurina da Nova Era Joplin de Oliveira Trip. Mais alguma coisa? Tem também  aparições relâmpagos de outros personagens da Chiclete, só para deixar você com saudade.

 

 

 

 

 

Published in: on 16/04/2008 at 7:01 PM  Deixe um comentário  

Curso sobre a história do Rock`n Roll é lançado em Londrina

O apresentador Nilson Fakir percorrerá mais de 50 anos de rock em dois meses de aulas

Por Felipe Teixeira de Oliveira

Na época da escola, muitos garotos da cidade de Londrina já sonharam com o dia em que em vez de abrir livros repletos de cálculos e teorias poderiam ter uma disciplina sobre a história do Rock. Para a nova geração, este dia chegou. A partir de uma iniciativa do recém inaugurado Centro de Educação Espaço Humanitas, será possível aprofundar os conhecimentos a respeito desta manifestação, que surgiu para revolucionar padrões comportamentais e estéticos do século XX.
Intitulado “Uma história do Rock`n Roll”, o curso será ministrado por Nilson Fakir, apresentador do programa Jardim Elétrico, da Universidade FM. “O Tiago (Ponti, co-proprietário do espaço) me deu a idéia quando gravávamos um bloco histórico do programa. Então, eu montei um cronograma e o pessoal aprovou”, explicou entusiasmado.
As oito aulas serão dividas em dois módulos: a história do Rock (norte-americano e inglês) e a história do Rock brasileiro e londrinense. Segundo Fakir, “a idéia é trabalhar com as referências. As pessoas só verão a beleza dessa história se tiverem referência de como era o mundo na época”, justificou.
Desde o blues americano, que influenciou o nascimento do gênero, até a versão londrinense, as principais características do Rock serão demonstradas por trechos de documentários e filmes do acervo particular de Fakir. “Vamos começar pela música negra Pós-Guerra da Secessão, passando pelo Blues rural dos spirituals, o Jazz, o Rock de 50 a 90 e vamos finalizar com o Grunge. Não vou entrar em detalhes sobre o que veio depois, mesmo porque é preciso ter um distanciamento de pelo menos 15 anos para fazermos uma análise histórica de determinado momento da música”, detalhou.
Apesar da proposta inovadora, o Espaço Humanitas não é o pioneiro no Brasil. A novidade surgiu com o curso “Formação de Produtores e Músicos de Rock”, na universidade gaúcha Unisinos. Composto por regentes, jornalistas, produtores e ex-integrantes de importantes bandas da cena sulista, como Frank Jorge (Cascavelettes) e Alexandre Birck (De Falla), o corpo de professores tem como objetivo formar profissionais capazes de gerenciar a própria carreira em todos os aspectos.

Published in: on 13/04/2008 at 7:12 PM  Deixe um comentário  

Escolas estaduais do Paraná estão inseridas na era digital

Por Paulo Rogério Nozi

O Governo do Paraná está equipando as escolas estaduais com computadores e aparelhos televisores adaptados com saída USB. Trata-se do programa Paraná Digital, cujo objetivo é inserir a comunidade escolar na era das novas tecnologias da informação e comunicação.

Atualmente, das 2.100 escolas estaduais, 1.837 contam com laboratórios apropriados e equipamentos com bom desempenho conectados à internet. Só em Londrina, de acordo com informações do Núcleo Regional de Educação, das 124 escolas, 114 já foram contempladas. Problemas de ordem burocrática e de recursos humanos são as maiores dificuldades para a total implantação do programa. A meta é que todas as escolas do Estado estejam equipadas até o final do atual mandato.

O projeto só foi possível através de uma parceria do Governo estadual com a Universidade Federal do Paraná, que disponibilizou uma tecnologia nova, desenvolvida dentro da instituição de ensino e que foi adaptada para as escolas. O sistema funciona a partir de um computador servidor, que distribui sua memória para várias outras máquinas interligadas. Funcionários, alunos e professores terão disponíveis cotas de memória para serem utilizadas individualmente.

O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) também atuou no projeto, supervisionando questões técnicas e adequando alguns elementos com vistas a otimizar aspectos como durabilidade e segurança, além de executar editais de compra. Foi possível, a partir disso, obter algumas isenções fiscais inerentes ao Programa.

A conectividade está a cargo da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica), que foi encarregada de estender sua rede de fibras óticas para todas as escolas estaduais. Como esse sistema de transmissão de dados é bastante rápido, vai ser possível, além da velocidade no acesso, fazer a manutenção e fiscalização do uso da rede remotamente pelos técnicos do Governo.

Tanto o sistema operacional, quanto os aplicativos são livres, ou seja, não haverá nenhum custo para o usuário. De acordo com o portal Dia-a-dia Educação, com essa opção, os gastos foram reduzidos em R$ 78 milhões. A escolha, contudo, não agradou a todos os funcionários das escolas. No Colégio Estadual Marcelino Champagnat, em Londrina, muitos ainda sentem receio de utilizar o software livre, como é o caso da funcionária Cássia Pierri, que nunca havia utilizado o Linux. Mas para o coordenador da CRTE (Coordenação Regional de Tecnologia na Educação do Núcleo) – Regional de Londrina, Leonardo Zanoni (foto), esse sistema trouxe vantagens financeiras, segurança, proteção e privacidade das informações dos usuários, além de ser, segundo ele, menos vulnerável a vírus.

Ainda de acordo com o coordenador, a idéia inicial é ensinar aos professores as possibilidades das ferramentas do programa, para que ele possa usá-las na preparação de suas atividades e, a partir daí, transmitir o conhecimento adquirido aos alunos com a ajuda da TV pen-drive. Como os professores “analfabetos digitais” ainda são muitos, um grupo de 11 assessores do CRTE está trabalhando para auxiliá-los.

Published in: on 04/04/2008 at 2:57 PM  Deixe um comentário