Imin 100 trouxe tecnologia desenvolvida por instituições de Ensino Superior

Além de celebrar a cultura japonesa, a exposição também serviu como mostra de resultados obtidos em pesquisas tecnológicas feitas em instituições de Ensino Superior

Por Felipe Teixeira

Os visitantes que foram até o Parque Governador Ney Braga, no fim de semana passado, descobriram que a Expo Imin 100 tinha mais a oferecer do que espetáculos relacionados ao centenário da imigração japonesa. Característica do Japão moderno, a alta tecnologia não poderia deixar de estar representada por estandes dedicados exclusivamente às instituições de Ensino Superior, que investem em pesquisa científica.

A representante da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) na Expo Imin 100, Ângela Louzada, explicou que a participação das instituições é natural pelo fato da organização fazer questão de expor o que de melhor tem sido desenvolvido pelos centros de excelência em ensino no Paraná. “É muito positiva (a participação), pois uma das metas da Seti é interiorizar suas ações, inclusive com a implantação da sede norte em Londrina, e divulgar os projetos que tem mostrado resultados”. No estande, era possível assistir a palestras e conhecer pesquisas feitas com o Biodiesel, piscicultura, alimentos, metereologia e experimentos de Física e Química.

Uma das partes mais interessantes de toda a mostra foi reservada ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Neste setor foi possível visualizar as chamadas Tecnologias Sociais. Este tipo de tecnologia se refere aos processos, metodologias ou técnicas eficientes e de baixo custo, que podem propiciar melhoria na qualidade de vida da sociedade. Basicamente são três projetos: Neociclagem, Biossistemas Integrados na Suinocultura e a Metodologia de Tratamento do Bambu.

“O Neociclagem é inovador, porque consegue reciclar totalmente embalagens laminadas, como as caixas de leite. Antes estes objetos não eram reaproveitados por não existir uma técnica para separar materiais como plástico e alumínio”, detalhou a pesquisadora em Química Ambiental, Lorena Dambiski. A separação é feita depois que os objetos são cortados como folhas e perfurados para que, mergulhados em uma solução quente, possam absorver o líquido e assim ser divididos.

Assim como o projeto acima, os Biossistemas Integrados na Suinocultura também aproveitam o que seria descartado pelas propriedades rurais convencionais. “Nós fazemos o tratamento de dejetos suínos. A partir disso produzimos Biogás, que gera energia para um dos centros de pesquisa em Toledo (PR), fertilizantes, criação de algas e piscicultura em cativeiro. Ainda conseguimos gerar créditos de carbono para vender aos países que mais poluem dentro do Protocolo de Kioto”, disse Lorena. A pesquisa com o tratamento do bambu obteve resultados positivos, mas ainda não foi absorvida pelo mercado. “Conseguimos fabricar até shapes para skates mais resistentes que os fabricados com madeira e vendidos nas lojas”.

Publicado em: on Junho 27, 2008 at 3:33 pm Deixe um comentário

Sustentabilidade: de olho no futuro

Roberto Palazzo, diretor da Sociedade Rural do Paraná, fala ao Gargalo sobre o assunto

Por Marina Ferezimsustentabilidade para a gente não é só meio ambiente.

Sustentabilidade é um tema muito discutido atualmentte em todas as sociedades. Em termos simples, sustentabilidade significa a promoção do melhor para as pessoas e para o meio ambiente, tanto agora como para o futuro.

De acordo com o Relatório Brundtland, documento elaborado em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, sustentável é “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

E é somente através da não agressão ao planeta e da produção sustentável que a Terra continuará sendo habitável para as futuras gerações. O diretor secretário da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Roberto Palazzo de Almeida Barros, fala das iniciativas da SRP nesse campo.

GARGALO – Qual é a visão da Sociedade Rural do Paraná sobre sustentabilidade?

Sustentabilidade para a gente não é só meio ambiente. Lógico que é a sustentabilidade no meio ambiente uma parte muito importante, isso é inegável. Mas a gente entende também por sustentabilidade, que o produtor rural, tenha um retorno financeiro que justifique que ele fique no campo, que ele não abandone o campo e venha trabalhar num subemprego na cidade.

A gente pensa também em preservação de áreas permanentes, em recompor matas, mas também de modo que a pessoa possa se sustentar no campo. Nada mais justo que ter o filho na escola, um bom carro, uma casa decente, água, luz, telefone, televisão, porque isso são coisas que todo mundo tem na cidade, nada mais justo que ele também tenha no campo.

GARGALO – Esse é um processo que ainda está começando?

Já há algum tempo que a gente vem fazendo cursos, palestras e diversas outras atividades nesse sentido. Mas é mais demorado divulgar isso para 100% da população do campo. Cada propriedade e cada região tem sua própria realidade. Em primeiro lugar, o proprietário precisa fazer um bom estudo, ter conhecimento de tudo que pode ser feito na sua propriedade, para, assim, poder dar início à sustentabilidade.

GARGALO – Existe um modelo de sustentabilidade?

Não. Em propriedades rurais, você nunca trabalha com um modelo, porque as coisas mudam de uma propriedade para a outra, basta uma ter um rio e a outra não, por exemplo. Não há uma receita fixa.

É preciso que as ações de cada propriedade sejam absolutamente pontuais, uma pode ter capacidade de produzir madeira, outra produz melhor, por exemplo, horticultura, pois está na beira da água.

GARGALO – As iniciativas da SRP são aplicadas pelo Brasil?

Durante a última Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, cujo tema foi sustentabilidade, tivemos muitas visitas de governadores e deputados de outros estados e também tivemos gente de fora do país vendo nossas iniciativas. Eu acho que, aos poucos, essa tecnologia chega ao campo. O pessoal vai aprendendo, vai tocando isso devagarzinho.

Legenda da foto: Roberto Palazzo de Almeida Barros, diretor secretário da Sociedade Rural do Paraná: sustentabilidade para a gente não é só meio ambiente.

 

Publicado em: on Junho 21, 2008 at 12:38 am Deixe um comentário

Brechó – Muito além da moda

por Heloísa Pedrosa

“O brechó dá uma boa crônica”. Tive essa idéia enquanto voltava para a casa em um ônibus lotado. Pode parecer estranho ter um pensamento como esse dentro de um transporte coletivo abarrotado de gente, mas como dizia um conhecido: “o ônibus é o santuário das divagações”.

O brechó é uma loja que compra e vende roupas usadas, ou utilizando um eufemismo adotado pelos próprios donos dos brechós, pode ser chamado também de bazar de roupas semi-novas. Outro dia fui a um brechó, na realidade fiz um passeio por diversos deles. Não que eu seja fissurada na coisa, é que o local em que eu estava tinha em torno de cinco brechós na mesma quadra. Foi dessa visita aos brechós que pude perceber o quão interessante pode ser um local como esse.

Para muitas pessoas, o brechó não passa de um amontoado de roupas velhas e cheias de ácaros (prontos para irritar os narizes dos alérgicos a poeira). Concordo que muitas vezes as lojas de roupas usadas são tão desorganizadas, que é praticamente impossível caminhar no local sem tropeçar em alguma coisa. No entanto, se você observar com atenção vai ver muito mais que isso nos brechós. A começar pelos produtos de grande variedade: são roupas, sapatos, bolsas, lenços, carrinhos de bebê, óculos de sol, enfim, tem “quinquilharias” para todos os gostos. Aposto que deixa muita loja de departamento no chinelo.

Contudo, não são só os produtos que chamam a atenção nos brechós, o mais interessante de observar, são as pessoas que freqüentam esse tipo de lugar. Isto porque, elas não são como as pessoas que freqüentam as lojas convencionais, na realidade elas são como caricaturas. O cliente do brechó é geralmente aquele tipo alternativo, que é contra o consumo de modismos. Ele busca no bazar algo ainda mais alternativo do que aquela roupa estranha que ele está vestindo. Tem também os idosos, que não perceberam que a juventude acabou, e insistem em continuar usando a moda de sua época, recorrendo a um lugar que vende roupas antigas. Além desses tipos, tem aquelas pessoas, e acredito que são a maioria, que vão ao brechó porque simplesmente querem economizar.

Alguns estilistas acreditam que se vestir é também uma maneira de se expressar. Mas, o que as pessoas que se vestem com as roupas de brechós querem dizer? Que não suportam ser escravizadas pela moda, que muda a cada seis meses? Que odeiam o consumismo desmedido? Ou será, que elas apenas querem vestir seus corpos? Não sei. Mas uma coisa é fato, cada peça encontrada em um brechó fez parte da vida de alguém e conta de forma silenciosa a vida de seu ex-dono. Irá vestir um outro alguém e passará a fazer parte da vida dessa outra pessoa.

Um outro local interessante é o sebo, aquele lugar que vende livros, e revistas usadas. Também gosto muito de visitar o sebo, mas as considerações sobre ele ficam para uma próxima crônica.

Publicado em: on Junho 20, 2008 at 11:10 pm Deixe um comentário

Em breve, o festival de todas as músicas toma a cena da cidade

por Paula Resende

Enquanto Londrina ainda respira teatro com o FILO, outro grande festival da cidade já trabalha a todo vapor nos bastidores. Aproveitando este “clima cultural”, no dia 10 de julho é a vez da música imperar na 28ª edição do Festival de Música de Londrina (FML).

Orquestra Sinfônica do Paraná

Foto: Divulgação

Consagrado como o “festival de todas as músicas”, o evento mantém seus dois pilares de sucesso: a programação artística e a pedagógica. É com esse formato que o Festival conserva o alto nível dos músicos participantes, desenvolve novos talentos e ajuda na formação de um público apreciador dos mais diversos tipos de música.

As atividades do FML acontecerão de 10 a 26 de julho, se revezando entre os espaços do Colégio Mãe de Deus (cursos e oficinas), da Universidade Estadual de Londrina (Simpósio Paranaense de Educação Musical) e nas salas para shows, concertos e concursos musicais.

Programação pedagógica

Sobre os 80 concertos, que devem tomar a cidade, a organização ainda faz segredo. No máximo, é possível adiantar a vinda de um convidado especial, o compositor Ronaldo Miranda, que prestará uma homenagem póstuma a Henrique Morozowicz, o saudoso Henrique de Curitiba.

Já a estrutura pedagógica do Festival está completamente definida. Este ano serão 63 cursos ministrados por 52 professores, reconhecidos no cenário nacional e internacional. A grade está dividida em 10 módulos, contemplando desde cursos para instrumentos e de regência, até cursos para crianças e oficinas especiais voltadas para a musicalização de deficientes físicos.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de junho pelo site do Festival.

Simpósio Paranaense

Outro evento que também recebe inscritos é o 14º Simpósio Paranaense de Educação Musical (SPEM), um encontro tradicional de alunos, educadores e pesquisadores. O tema desta edição é “Educação Musical: o compromisso com a escola”.

A reflexão será por meio de conferências, grupos de trabalhos e oficinas, sempre realizadas no Departamento de Música da UEL. Inscrições podem ser feitas até o começo do Festival, no dia 10 de julho, com taxas de R$ 50,00, com valor de R$ 25,00 para estudantes.

Adote um Músico

Na campanha “Adote Um Músico”, famílias londrinenses podem colaborar com músicos de outras cidades e Estados brasileiros, que pretendem estudar música mas não podem arcar com sua estadia durante o Festival.

Os interessados em colaborar com o intercâmbio cultural e artístico passarão por uma triagem feita pela organização e adquirem o direito ao “passaporte musical” para freqüentar a programação artística do evento, além de poder escolher o sexo, idade e o tipo de instrumento executado pelo estudante que hospedará.

Para participar basta entrar em contato com a secretaria do Festival pelo telefone: 3371-6595.

Serviço

28º Festival de Música de Londrina, de 10 a 26 de julho

Informações: 3371-6595 (Praça 1º de Maio, nº 110, Centro) ou através do site: www.fml.com.br

Publicado em: on Junho 19, 2008 at 4:46 am Deixe um comentário

Domingo foi dia de mais uma prova

Ano de 2008 oferece grande número de vagas para concursos públicos

por Lady Diniz

A prova foi aplicada no campus da Pontif�cia Universidade Católica

No último domingo (15/06) foram realizadas provas para o concurso para preenchimento de vagas da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica). O cargo mais disputado na cidade foi o de Assistente Administrativo II, para a função de Tele-atendente. A prova foi elaborada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e aplicada no campus da própria Universidade, em Londrina (foto).

Inicialmente foi exigido dos candidatos um ano de experiência na função, mas as inscrições foram reabertas e a exigência diminuiu para seis meses, o que fez com que o número de inscritos aumentasse consideravelmente. A alta procura deveu-se ao fato de a cidade ser um pólo regional de empresas no setor de Call Center.

Candidatos aguardam o horário da prova, que iniciou pontualmente às duas da tarde

Candidatos aguardam o horário da prova,
que iniciou pontualmente às duas da tarde

O ano de 2008 foi contemplado com a realização de vários concursos para o preenchimento de cargos públicos. Em todo o Brasil, mais de 12 mil vagas foram autorizadas pelo Governo.

Em Londrina, por exemplo, no mesmo dia em que ocorreu a prova para o concurso dos Correios, foi realizada a seleção para a Prefeitura da cidade. Naquela data também ocorreu o exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

Em breve deve ocorrer o concurso da Caixa Econômica Federal, cujas inscrições já foram encerradas. No Paraná, o objetivo é formar reserva para futuras contratações de técnico bancário. Neste concurso, foram privilegiados os candidatos com Ensino Médio. Maiores chances para aqueles que não possuem curso de graduação.

São aguardados, ainda para este ano, editais de concursos para as prefeituras das cidades de Sarandi, Porecatu e Centenário do Sul, além de vagas para o Consórcio Intermunicipal de Saúde (1º e 3º graus).

Preparação e estabilidade

Quem se prepara e consegue passar num concurso não se arrepende. A operadora de Telemarketing da empresa Dedic, que presta serviços para a VIVO, Flaviane Galvão, fez a prova do concurso da Copel.

Segundo ela, os maiores atrativos desse tipo de emprego são a estabilidade e os benefícios oferecidos. Algumas empresas concedem bolsas de estudos aos funcionários. Ela já tentou este ano uma vaga na Prefeitura e, além da Copel, irá fazer a prova da CEF-PR.

Flaviane, que abandonou o curso de Artes Cênicas e hoje estuda Economia na Universidade Estadual de Londrina, não teme a alcunha de “desocupado”, que geralmente é dada ao funcionário público, e deseja ser um deles: “minha mãe é funcionária publica estadual e trabalha bastante. Quero entrar numa empresa pública enquanto sou jovem para fazer carreira”, afirma.

Publicado em: on at 4:42 am Deixe um comentário

Londrina realiza a primeira reunião do coletivo cultural

Artistas de várias áreas planejam ações conjuntas

Por Felipe Teixeira

Esta semana, Londrina deu o primeiro passo para a formação de um coletivo responsável por executar as ações do Circuito Fora do Eixo (grupo formado em 2005 por cinco cidades do interior do Brasil com o objetivo de impulsionar a carreira de grupos de música independente). Reunido na Secretaria de Cultura, um grupo de 20 pessoas, dentre músicos, designers, jornalistas e produtores, iniciou a uma série de encontros, que servirão para a consolidação do futuro integrante do Circuito. Nomes de todas as áreas de interesse relacionadas à cultura, independente da cidade, foram convidados para a reunião, organizada pela Braço Direito Produções.
O primeiro encontro foi de caráter expositivo e serviu para enumerar as ações de todo o Circuito e, através de exemplos, ilustrar como o coletivo local poderá engendrar o que tem sido realizado em coletivos de todo o país. Marcelo Domingues, responsável pela Braço Direito e pelo Festival Demo Sul, deu o tom inicial da reunião.“A idéia não é criar uma associação ou uma ONG para ficarmos aqui discutindo só dificuldades, sem apontar as saídas para resolver. Vamos criar um coletivo, organizado em grupos, para executar ações”.

Mesmo tardio, o coletivo londrinense conseguiu entusiasmar os presentes. Cientista, dono da Lab Records e baterista da Surface, viu a iniciativa de forma positiva, mas alertou para que não haja discriminações dentro do próprio grupo. “Há 20 anos, nós tentamos formar uma associação de bandas de Londrina, mas os próprios responsáveis excluíram determinados grupos e não deu certo. Onde estão essas pessoas hoje?”. Thiago, da banda Mama Quilla, viu no coletivo a saída para a troca de informação e a qualificação de serviços entre todos que de alguma maneira estão envolvidos com a música independente. “Tem muita gente aqui que eu não conhecia, mas tenho a certeza de que podemos fazer muitas parcerias interessantes daqui pra frente, independente da área em que cada um trabalhe”.

Para a próxima reunião, a expectativa é que o número de participantes aumente, pois será colocada em pauta a divisão dos integrantes em Grupos de Trabalho (GT`s), a exemplo de projetos já conhecidos como o Espaço Cubo, de Cuiabá (MT), e o Coletivo Catraia, de Rio Branco (AC).

Publicado em: on Junho 14, 2008 at 1:29 am Comentários (2)

Começa campanha de vacinação contra Poliomielite

Por Juliana Gonçalves

Foi aberta oficialmente em Londrina nesta sexta feira, 13 de junho, a campanha de vacinação contra Poliomielite. O objetivo é vacinar 35.500 crianças da cidade. Em todo o país, no sábado (14), crianças com idade de zero a cinco anos poderão ser vacinadas; inclusive as que nasceram nesta semana.

Sônia Fernandes, diretora de Epidemiologia e Informações em saúde, afirma que a Secretaria Municipal pretende vacinar todas as crianças, com uma meta mínima de 95% fixada pelo Ministério da Saúde. “A poliomielite está erradicada desde 1985 e através da vacinação conseguiremos manter esse dado”, explica a diretora.

A poliomielite, causada por um vírus, atinge como uma paralisia de começo agudo: “a criança pode dormir saudável e acordar com todos os sintomas na manhã seguinte”, cita Sônia. Como principal seqüela, está a paralisia irreversível dos membros inferiores, que pode atingir também os músculos abdominais e respiratórios, causando morte.

Para a campanha local serão utilizados 150 pontos de vacinação, incluindo Unidades Básicas de Saúde e postos volantes. Neste sábado, o atendimento ocorre das 8 às 17 horas e não é necessário levar a carteira de vacinação, pois a dose é extra.

Publicado em: on at 1:06 am Deixe um comentário

Conselho de Usuários de Telefonia Fixa começa a atuar em Londrina

Por Heloisa Pedrosa

 

Os Conselhos são órgãos que têm como função a defesa dos direitos dos cidadãos. Por isso, os londrinenses e outros moradores da região têm motivos para comemorar, já que um novo Conselho começou a atuar na cidade: o de usuários de Telefonia Fixa da Sercomtel. A criação do órgão partiu de uma exigência da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que prevê a implantação de 46 Conselhos de Usuários de telefonia fixa em todo o país.

Em Londrina, o Conselho foi constituído oficialmente no dia 15 de maio, quando foram eleitos seus membros. Fazem parte dele seis usuários dos serviços de telefonia, além de duas entidades: a ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina) e o PROCON.  Seis entidades de defesa do consumidor poderiam ocupar as vagas previstas pela ANATEL, mas em Londrina somente duas se candidataram.    

De acordo com a secretária do Conselho de Usuários da Sercomtel, Angela Aparecida Feriani, o órgão tem como principal objetivo avaliar a qualidade dos serviços oferecidos pela operadora e possui somente função consultiva, ou seja, propõe sugestões de melhoria dos serviços, ficando a critério da Sercomtel acatá-las ou não. Angela explica que o Conselho foi criado não só para atender os clientes da Sercomtel (aqueles que possuem telefones da operadora), mas todos os seus usuários, como por exemplo, uma pessoa que utiliza um telefone público.

Segundo a Secretária, o órgão não será apenas mais um canal de reclamações e também não pretende ajudar na resolução de problemas individuais, mas sim coletivos. “Ele é uma espécie de termômetro das reclamações que não foram resolvidas pela Sercomtel”, esclarece. Além de favorecer os usuários de telefones da Sercomtel, o Conselho também é uma ação positiva para a empresa. “Na verdade esse Conselho vai saber como os usuários estão vendo a Sercomtel e também aproxima o cliente da empresa”, completa a Secretária.

Os conselheiros eleitos se reuniram pela primeira vez no dia 21 de maio. No dia 17 de junho será realizada a segunda reunião, quando o Conselho pretende iniciar as discussões sobre o regimento que vai servir de diretriz para as ações do órgão. Ainda que a ANATEL determine, no mínimo, quatro reuniões anuais, o Conselho de Londrina decidiu fazer reuniões mensais até que o regimento fique bem definido.

Apesar de ser um importante serviço à população, muitas pessoas ainda não sabem da existência do órgão, que, segundo Angela Feriani, só tem razão de existir se contar com o apoio popular. “Muitos não sabem ainda, mas esperamos que com as ações que irão ser tomadas o Conselho vai se tornar mais visível”.

Publicado em: on Junho 10, 2008 at 2:10 pm Deixe um comentário

Seminários aproximam jornalistas e estudantes da linguagem do agronegócio

Evento realizado em Londrina no último dia 29 faz parte do módulo de pecuária de corte e de leite dos Seminários Itinerantes de Comunicação e Agronegócio, promovidos pela Embrapa e Ajap

 

Por Mariana Fabre

 

Abordando desde questões básicas da produção e distribuição de leite e carne, até assuntos polêmicos do mercado, como o caso da fraude no leite, em que empresas foram acusadas de misturar soda cáustica e acetona ao produto, passando também pelo caso do embargo à carne brasileira, especialistas nas cadeias de pecuária de corte e de leite apresentaram um pouco de sua realidade a jornalistas e estudantes de jornalismo durante evento realizado em Londrina no último dia 29. A apresentação faz parte dos Seminários Itinerantes de Comunicação e Agronegócio (Secoagro), promovidos pela Embrapa Soja, Embrapa Florestas e Associação dos Jornalistas do Agronegócio do Paraná (Ajap).

De acordo com o extensionista da Emater, Paulo Hiroki, que ministrou uma palestra durante o evento, a proposta do Secoagro foi oportuna, pela falta de jornalistas que conhecem a realidade do setor agropecuário. Segundo ele, são raras as oportunidades de expressar opiniões e pontos de vista para um público formador de opinião. “Nós sentimos muitas vezes a necessidade de que pessoas do outro lado, que estão fazendo reportagens, conheçam um pouco do que estamos fazendo”, comentou.

Além de Paulo Hiroki, também ministraram palestras nessa etapa do Secoagro, o presidente da Associação Norte Paranaense de Produtores de Leite, Valdeir Martins, o extensionista da Emater, João Batista Barbi, além do diretor da Sociedade Rural do Paraná, André Carioba.

Segundo o estudante de jornalismo Stefan Arruda, debater a questão da agropecuária é muito importante, porque os universitários sabem muito pouco sobre o que realmente acontece no setor. “Eu mesmo tenho pouco conhecimento sobre a área, mas acho que o agronegócio deveria ser mais valorizado pelos jornalistas, porque todos os dias estamos sujeitos aos seus produtos, os alimentos que vêm a nossa mesa”, opina.

O jornalista Fábio Serrato confessa que em sua formação acadêmica não estudou questões envolvendo o agronegócio e por esse motivo acha importante debater o assunto com jornalistas formados e futuros profissionais. “Nos meus quatro anos de universidade eu não fiz nenhuma matéria sobre agronegócio e nesta semana tive que fazer uma reportagem para o jornal em que trabalho sobre a Semana da Agricultura. Foi então que eu senti falta de conhecer alguns temas e palavras específicas da área”, relata.

 

Serviço - O Secoagro vai realizar, gratuitamente, 20 seminários entre os anos de 2008 e 2009, em regiões que concentram produção jornalística e faculdades de comunicação do Paraná. A programação está disponível no site www.secoagro.com.br.

Publicado em: on at 2:08 pm Deixe um comentário

Tomo dois, mas devolvo cinco

Duas das poucas salas de exibição de Londrina foram fechadas na semana passada. A promessa é reabrir no ano que vem com cinco novas salas

 

por Mie Francine

 

Até o início de 2009, Londrina perderá duas salas de cinema. O Royal Plaza Shopping (localizado no centro da cidade) decidiu fechar seus espaços de exibição até o ano que vem, quando pretende reabrir com cinco novas salas. A justificativa são as reformas, que almejam melhorar o sistema de áudio, vídeo e as acomodações do local. As últimas exibições ocorreram na semana retrasada.

A administração alega queda no movimento, concorrência (desleal) com outras salas da cidade (quais serão?) e, claro, prejuízo advindo da pirataria.

O Royal contava com duas salas de exibição bem menores que a de outro shopping de Londrina e com um sistema de acústica lamentável, já que o som poderia ser ouvido por quem estava fora da sala e por aqueles que assistiam a uma exibição ao lado.

            Críticas à parte, algum tempo atrás, com as reformas do cinema do Catuaí Shopping, o Royal Plaza foi obrigado a se tornar bom: exibir sucessos de bilheteria seria uma atitude impensada, haja vista a cruel concorrência do Shopping da Zona Sul da cidade. A saída foi a exibição de filmes intermediários aos apresentados pelos dois cinemas concorrentes: os com intenções meramente mercadológicas do Catuaí e os assumidamente alternativos do Cine Com-tour (na Região Oeste da cidade).

            A distribuição desse meio de entretenimento também ficava razoavelmente equilibrada em Londrina. Catuaí, na Zona Sul, Com-tour, na Região Oeste, e Royal, no Centro. Agora, pelo menos até o ano que vem, quem quiser se distrair um pouco assistindo a um bom filminho tem menos opções e, se não mora nem no Oeste, nem no Sul da cidade, vai ter que se submeter ao sistema sofrível de transporte londrinense, que piora um pouco mais aos fins de semana e feriados.

            Agora é aguardar pra ver se essas salas de cinema que se foram voltam mesmo. A promessa do “tomo dois, mas devolvo cinco” me deu um estranho pressentimento.

Publicado em: on at 2:07 pm Deixe um comentário