Ballet de Londrina comemora 15 anos de dança e segue formando bailarinos

Grupo já conquistou o respeito nacional, mas nem por isso pretende deixar a cidade

Por Paula Resende

Na Rússia, o Bolshoi Ballet completa 232 anos de existência. No Brasil, o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi formado há 72 anos e em Londrina a companhia de dança comemora 15 anos de vida. Pode parecer pouco perto dos gigantes do ballet clássico, mas a Cia. Ballet de Londrina é um orgulho da cidade desde sua criação, em dezembro de 1993, e hoje se firma como uma das mais respeitadas companhias profissionais fora do eixo Rio-São Paulo.
Embora relativamente jovem, o Ballet de Londrina tem muito a comemorar. Ao longo dos 15 anos de atividade foram montados 20 espetáculos de dança, totalizando mais de 400 apresentações para um público aproximado de 70 mil pessoas. O grupo também realizou oito tournées nacionais e, no mesmo pique, fez sete viagens internacionais, participando de festivais em Cuba, Peru e na Argentina.

À frente da companhia desde sua criação, o diretor Leonardo Ramos caracteriza o Ballet de Londrina como um grupo com certas singularidades. Uma delas é o trabalho de pesquisa, que busca novos eixos de equilíbrio e apoios para locomoção na dança. A partir do espetáculo Prazeres, e agora com mais maturidade em Decalque, esse conceito é explorado ao máximo: “do ar, os movimentos vão para o solo”, descreve Ramos. A música “Romeu e Julieta”, de Prokofiev, foi a trilha escolhida para refletir toda a energia presente no palco.

“Muito Trabalho”. É assim que o diretor Leonardo Ramos define os 15 anos de atividade do Ballet de Londrina. Mas em vez de desânimo, toda essa luta só dá novos ares para a companhia continuar ousando no cenário da dança: “temos alguns planos, como revisitar músicas já usadas em novas coreografias, além de iniciar uma pesquisa sobre o espírito malandro do brasileiro”.

No entanto, a grande “missão messiânica” do grupo, como expressa Leonardo Ramos, é “continuar sendo uma companhia genuína da cidade e trabalhar pela difusão da cultura em Londrina”. O diretor se refere aos projetos desenvolvidos em parceria com a Escola Municipal de Dança, onde integrantes do grupo são também professores das mais de 200 crianças de classe média baixa. A Escola já formou muitos profissionais, sendo que alguns deles integram hoje o Ballet de Londrina.

Publicado em: on Abril 30, 2008 at 7:38 pm Deixe um comentário

Torneio do Dia do Trabalhador reúne fanáticos por futebol

Com mais de 130 times inscritos, competição vai ter 80 horas de bola rolando no gramado do Estádio do Café

Por Victor Lopes

A bola já está rolando no 4° Torneio de Futebol de Campo “Dia do Trabalhador”, que começou no dia 21 deste mês, no Estádio do Café. O Torneio, organizado pela Fundação de Esportes de Londrina (FEL), superou as expectativas de participantes e este ano chegou à marca de 132 equipes inscritas, contra 120 do ano passado. “Apesar do número de equipes femininas ter caído esse ano de oito para quatro, no masculino houve um aumento de 112 para 128 equipes”, explica o presidente da FEL, Ariobaldo Frisselli, o professor Dedé.

A definição das chaves aconteceu no último dia 15 e os times estão se enfrentando em partidas de 20 minutos no sistema simples de eliminatória, mais conhecido pelos “boleiros” como mata-mata, ou seja, quem perde está fora do Torneio. Apesar dos jogos não serem longos, em 11 dias o Estádio do Café tornou-se palco de grandes jogos do futebol amador da cidade, numa maratona de 80 horas de futebol. “A cada ano o desempenho dos times melhora ainda mais, o Torneio fica mais competitivo e os jogos ficam com melhor qualidade técnica”, analisa o presidente, ressaltando ainda que ex-jogadores desligados do profissionalismo antes do ano de 2007 também participam da competição.

Já na 4ª edição, o Torneio ainda não teve um bicampeão. “É muito difícil avaliar quem é o favorito para a competição. São muitos times diferentes, que mudam de um ano para o outro e tudo pode acontecer”, avalia Dedé. As equipes também lutam pelos prêmios oferecidos no Torneio. “Este ano serão oferecidos 100 de costela para as equipes vencedoras, o campeão masculino leva um carro 0 km e a equipe feminina uma TV 29 polegadas. Há também churrasqueiras para os artilheiros da competição”, acrescenta o professor.

Mas não é a premiação o que mais atrai os cerca de 1.500 fanáticos por futebol inscritos no Torneio e sim a paixão pelo esporte e pela competição. Alison Silva é estudante de geografia da Universidade Estadual de Londrina e reuniu quem pode para entrar nessa disputa. “Juntei todos os meus amigos para montar um time. Todos gostam muito de futebol e vamos jogar para nos divertir”, relata o estudante, ansioso para o início da competição. Já para o técnico de elevadores Marcio Pereira a competição é muito séria. “Ano passado ganhamos quatro jogos e fomos bem. Este ano mudei seis atletas do elenco para chegarmos mais longe”, conta o representante do time do Jardim Santa Mônica, que sonha com o título inédito.

 

Futebol amador com ares de profissional 

Esse ano, o Torneio conta mais uma vez com árbitros da Federação Paranaense de Futebol para apitar as partidas, além da transmissão, ao vivo, das finais pela TV aberta e pelo rádio. “Conseguimos este presente para a população no feriado. As finais serão transmitidas e serão diferentes dos outros jogos, com dois tempos de 30 a 35 minutos cada, dependendo de quanto tempo teremos na TV. É uma conquista muito grande”, se orgulha o professor, que espera um público de mais de mil pessoas nas finais para a entrega dos troféus aos campeões. Que não faltem gols para alimentar toda essa paixão.

Publicado em: on Abril 29, 2008 at 1:36 pm Deixe um comentário

Professores universitários aguardam definição da nova tabela salarial

O Governo Estadual já aprovou o plano de cargos e carreiras proposto pelas entidades; reajuste deve sair após o dia 1º de maio

Por Mie Francine Chiba

As entidades sindicais dos professores do Ensino Superior aguardam com ansiedade as definições sobre o Plano de Cargos e Carreiras aprovado pelo Governo Estadual no último dia 15. A decisão do governador Roberto Requião foi anunciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto. Ela afirmou que o governador acatou, entre outras alterações previstas na proposta do grupo de trabalho que elaborou a reestruturação da carreira docente universitária, o reajuste salarial dos professores universitários. Se autorizado, o valor do salário-base dos professores passa de R$ 1.123 para R$ 2.088. Ainda segundo o anúncio feito pela secretária, o reajuste acatado pelo governador do Estado deve ser concedido após o reajuste salarial do quadro geral, em primeiro de maio. 

A presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público de Londrina e Região (Sindiprol), Inês Almeida, informou que os sindicatos dos professores universitários aguardam a divulgação da tabela do Plano de Cargos e Carreiras, aprovada pelo Governo do Estado, para decidir se a Assembléia para votar o indicativo de greve será realizada ou não no dia 5 de maio, conforme havia sido agendado. Inês acrescentou que se a apresentação da tabela acontecer antes do dia 5, os professores podem ser convocados pelo Sindiprol com antecedência, mas se isto ocorrer após essa data, não haverá problema se as entidades decidirem prorrogar a realização da Assembléia.

 Com a aprovação do governador, fica prevista a alteração da carreira do professor com título de graduação de quatro para apenas um nível. O profissional com titulação de especialista terá acréscimo de 20% sobre o salário; o mestre, acréscimo de 45%; e o professor com nível de doutorado, acréscimo de 75%. Inês Almeida salienta que a medida é uma forma de estimular o professor universitário a aprimorar a sua carreira. “Nós queremos estimular o professor para que ele continue progredindo, tanto salarialmente, quanto na carreira, através de seus títulos. Entendemos que isso é um pré-requisito para o professor manter um bom nível de qualificação. Nos órgãos de fomento das universidades, não são todos os professores que podem participar dos projetos de ensino, pesquisa e extensão. Eles precisam ter uma titulação, que também é uma maneira de fazer com que novos cursos de mestrado e doutorado sejam introduzidos nas universidades.”  

Publicado em: on Abril 27, 2008 at 8:08 pm Deixe um comentário

Londrinenses cobram limpeza no Calçadão

CMTU admite dificuldades, mas garante que faz o serviço diariamente

 

Por Edson Ferreira

 

            A falta de manutenção de um dos mais conhecidos cartões postais de Londrina desperta a ira de muitas pessoas que passam pelo centro da cidade. “O Calçadão está muito sujo”, reclama o comerciante Cláudio Martinelli. “Acho que a Prefeitura não está pagando a conta de água”, ironiza.

            O excesso de fezes dos pombos provoca mau cheiro e deixa o piso escorregadio quando chove. De acordo com o diretor de operações da CMTU (Companhia Municipal de Transito e Urbanização), Marcelo Barreto, a limpeza é feita todos os dias. “Temos contrato com a empresa ECOSYSTEM, que faz a lavagem do Calçadão todas as madrugadas”. Barreto explica que este serviço não é feito durante o dia para não atrapalhar o fluxo de pessoas pelo centro da cidade. “Reconhecemos que poderia ter mais gente fazendo a limpeza, mas é o que podemos fazer com os recursos disponíveis”, confessa o diretor, sem revelar valores do contrato entre a Prefeitura e a empresa.

            A vendedora Lurdes da Rocha lembra de outro projeto que o município não conseguiu concluir. “A reforma do Calçadão ficou só na recolocação de algumas pedras”. Além da reforma, agora a falta de limpeza da área central é tema de protestos dos londrinenses. O diretor da CMTU aponta mais uma dificuldade para manter o Calçadão limpo. “A equipe demora, em média, 15 dias para lavar toda a região e até voltar os pombos já fizeram a festa”, explica Marcelo Barreto, ressaltando o problema de falta do manejo das aves. Segundo ele, a ECOSYSTEM é responsável pela limpeza do Calçadão, do Bosque e das calçadas da Rua Sergipe. Sobre o manejo da população de pombos em Londrina não há nenhuma novidade. O projeto não passou da fase de estudos e as autoridades ambientais do município ainda não encontraram uma solução.

Publicado em: on Abril 23, 2008 at 7:17 pm Deixe um comentário

Mostrando talentos

Este espaço informativo na internet é uma forma de externar à comunidade um pouco daquilo que os estudantes do 4º ano de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina realizam nas salas de aula, em casa e na cidade. O objetivo desse projeto é divulgar notícias relacionadas ao cotidiano de Londrina, novidades da área acadêmica, mostrar personagens da cidade e colocar na rede assuntos que muitas vezes passam despercebidos pela grande imprensa.

Mais do que um simples informativo, o site TVJORNALISMO visa promover a interdisciplinaridade, unindo em um só veículo o material que é produzido pelos estudantes nas disciplinas Jornalismo On-line, Edição do Jornal Laboratório e Telejornalismo IV. Dessa forma, procuramos mostrar a todos o talento e a criatividade daqueles que estão próximos de abraçar a profissão de jornalista.

Acreditamos que ainda é cedo para fazer uma análise desse trabalho, pois este site está na rede há pouco mais de três semanas, mas nossa proposta é transformar este canal de comunicação em mais uma opção de leitura para a comunidade acadêmica e o público em geral, atualizando as informações com maior freqüência para conquistar a credibilidade de todos.

Vamos lá!

Publicado em: on Abril 19, 2008 at 12:42 am Deixe um comentário

O santo de casa que faz milagre

Gravadoras londrinenses se destacam na variedade e qualidade de seus produtos ­­­­­­­­­­­­­­­

Por Paula Rezende 

 Quem apostaria num mercado diversificado de estúdios de gravação em Londrina? Os desavisados chutariam que existem três ou quatro estúdios profissionais, no máximo. Porém, a cidade tem sido um pólo de referência para muitas pessoas que desejam realizar o sonho de gravar um CD de qualidade e divulgar seu trabalho. O que antes só poderia ser feito viajando pelo menos 500 quilômetros, indo para cidades como São Paulo ou Rio de Janeiro, agora pode ser concretizado aqui mesmo, com todas as facilidades.

 São 16 opções de estúdios de gravação. Mesmo cada um tendo sua especialidade (gravação de bandas, propagandas, trilhas sonoras etc.), a diversidade é grande se comparada com o porte da cidade. O produtor musical e sócio do estúdio Áudio Sonora, Luciano Galbiati, comenta esse cenário: “com a democratização da tecnologia surgiram muitos estúdios na cidade, desde amadores até os mais profissionais, que estão no mercado há anos. A concorrência aumentou muito”.
Luciano, juntamente com seu irmão e sócio Ângelo Galbiati, explicam que o acesso às novas tecnologias ajudou a nivelar os estúdios daqui com os de fora, pois os programas de mixagem e processadores de áudio são iguais para todos. “O que vai fazer a diferença é a preparação do produtor musical”, ressalta Ângelo. Veterano no ramo, o produtor musical Alexandre Bressan aponta também para a facilidade com que CDs podem ser gravados hoje: “O custo caiu muito e isso permitiu ao artista gravar para outros fins, como aqueles que não são profissionais e apenas querem se ouvir”.

Alexandre cita exemplos de gravações já produzidas em seu estúdio, o Audiopro. A lista vai desde professoras de ioga, que gravam mantras e exercícios de relaxamento, até bandas com trabalhos reconhecidos regionalmente, como o Terra Celta (Londrina) e Escola de Robô (Curitiba). Outro produtor que se gaba do seu casting artístico é Wilmar Cirino, da WS Estúdio. Segundo ele, sua empresa é a única da cidade que promove as carreiras dos artistas. São nomes como Ivo Pessoa (1º CD), Rodrigo e Rogério, além das atuais apostas Marcio Rogério e Luciano e Cícero de Souza.

Todos os produtores são unânimes em dizer que muitos de seus clientes vêm de outras cidades, alguns até mesmo do Estado de São Paulo. Mas toda essa demanda joga luz a uma deficiência que ainda persiste na cidade. Ângelo Galbiati comenta: “a procura é grande, mas o problema é dar vazão a esses trabalhos, como a promoção de carreira e a distribuição de CDs. A maioria dos músicos acaba só gravando demos porque faltam profissionais que os ajudem nesse processo”.
Apesar de toda essa dificuldade, os produtores locais vislumbram um bom cenário para o setor no futuro. Wilmar Cirino aposta num novo filão: gravação e produção de DVDs ao vivo. Já Luciano Galbiati, mais abrangente, afirma: “caso as gravadoras continuem acompanhando as evoluções do mercado, a tendência é de que esse ramo continue a crescer em Londrina”.

Publicado em: Sem categoria on Abril 16, 2008 at 7:10 pm Deixe um comentário

HQs em DVD

Eles voltaram! (se é que um dia foram…)

 

Por Renata Prado

Você pode não ter vivido essa época, mas com certeza já se imaginou lá, de cabelos compridos, sandálias de couro cru, mochila nas costas, ali na Route 66, com o dedo estendido, pedindo carona para Woodstock. Alguns viveram e seguiram, porém outros, como diz o criador, “continuam lá”.

Wood & Stock: sexo, orégano e rock’n roll é (finalmente) o filme sobre esses dois eternos hippies, eternizados pelo chargista paulistano Angeli durante a década de 90 nas páginas da inesquecível Chiclete com Banana.

Foram dez anos de trabalho (três só para a produção de animação) e o resultado é extremamente fiel aos quadrinhos. Isso nas palavras do próprio chargista, que aprovou a versão de Otto Guerra – um gaúcho, quem diria – para os seus personagens. Aliás, o sotaque dos personagens foi um aspecto que teve que ser trabalhado pela produção, já que a maioria dos dubladores era do Sul. Sem contar um ‘probleminha’ enfrentado com o ex-Mutante Sérgio Dias, que queria uma grana alta pelo direito de utilizar algumas canções do grupo no filme.

A trama descreve como Wood e Stock ressuscitam a velha banda de rock Chiqueiro Elétrico (o nome mudou), inconformados que estão com o mundo individualista do século XXI, com a rotina careta e com a situação de Stock, que perde a mesada, digo, o pai, e se muda para o apartamento do amigo.

Fumar todo o estoque de orégano da casa, ver Lady Jane no seu retiro espiritual-tântrico com o guru Rallah Rikota e conferir, na voz de Rita Lee, a volta da sempre bêbada Rê Borbosa – se ela morreu ou não, virou um enigma digno de Capitu e Bentinho. Estes são apenas alguns dos bons momentos desse filme que está perdido nas prateleiras da locadora. Locadora no singular mesmo. Na cidade só foi encontrada uma cópia em DVD!

Vale conferir também as aparições de Raulzito, na voz de Tom Zé, que participa da trilha sonora, ao lado de Arnaldo Baptista (ex-Mutantes), Júpiter Maçã e Mopho. Além, é claro, das conversas entre Overall, o filho certinho de Wood, e sua nova amiga – filha de ex-hippies – Purpurina da Nova Era Joplin de Oliveira Trip. Mais alguma coisa? Tem também  aparições relâmpagos de outros personagens da Chiclete, só para deixar você com saudade.

 

 

 

 

 

Publicado em: on at 7:01 pm Deixe um comentário

Curso sobre a história do Rock`n Roll é lançado em Londrina

O apresentador Nilson Fakir percorrerá mais de 50 anos de rock em dois meses de aulas

Por Felipe Teixeira de Oliveira

Na época da escola, muitos garotos da cidade de Londrina já sonharam com o dia em que em vez de abrir livros repletos de cálculos e teorias poderiam ter uma disciplina sobre a história do Rock. Para a nova geração, este dia chegou. A partir de uma iniciativa do recém inaugurado Centro de Educação Espaço Humanitas, será possível aprofundar os conhecimentos a respeito desta manifestação, que surgiu para revolucionar padrões comportamentais e estéticos do século XX.
Intitulado “Uma história do Rock`n Roll”, o curso será ministrado por Nilson Fakir, apresentador do programa Jardim Elétrico, da Universidade FM. “O Tiago (Ponti, co-proprietário do espaço) me deu a idéia quando gravávamos um bloco histórico do programa. Então, eu montei um cronograma e o pessoal aprovou”, explicou entusiasmado.
As oito aulas serão dividas em dois módulos: a história do Rock (norte-americano e inglês) e a história do Rock brasileiro e londrinense. Segundo Fakir, “a idéia é trabalhar com as referências. As pessoas só verão a beleza dessa história se tiverem referência de como era o mundo na época”, justificou.
Desde o blues americano, que influenciou o nascimento do gênero, até a versão londrinense, as principais características do Rock serão demonstradas por trechos de documentários e filmes do acervo particular de Fakir. “Vamos começar pela música negra Pós-Guerra da Secessão, passando pelo Blues rural dos spirituals, o Jazz, o Rock de 50 a 90 e vamos finalizar com o Grunge. Não vou entrar em detalhes sobre o que veio depois, mesmo porque é preciso ter um distanciamento de pelo menos 15 anos para fazermos uma análise histórica de determinado momento da música”, detalhou.
Apesar da proposta inovadora, o Espaço Humanitas não é o pioneiro no Brasil. A novidade surgiu com o curso “Formação de Produtores e Músicos de Rock”, na universidade gaúcha Unisinos. Composto por regentes, jornalistas, produtores e ex-integrantes de importantes bandas da cena sulista, como Frank Jorge (Cascavelettes) e Alexandre Birck (De Falla), o corpo de professores tem como objetivo formar profissionais capazes de gerenciar a própria carreira em todos os aspectos.

Publicado em: on Abril 13, 2008 at 7:12 pm Deixe um comentário

Prazer sobre duas rodas

Por Flávio Augusto

 

Andar de bicicleta em Londrina não é tarefa das mais fáceis. Imagine encontrar pela frente outros ciclistas, pedestres, carroças, motos, carros, ônibus e caminhões. E o pior: sem a possibilidade de trafegar por uma via exclusiva. Isso mesmo. Londrina possui apenas 10 quilômetros de ciclovias por toda a malha viária, de um total de aproximadamente 1.800 existentes, de acordo com o Plano Diretor do Município de 1997, o mais atualizado.

Segundo estudo realizado por Cristiane Biazzono Dutra, engenheira de trânsito do IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), a cidade tem mais de 220 mil veículos registrados. E os ciclistas, justamente por não possuírem um espaço próprio, constituem o elo mais frágil do trânsito, mais até do que os pedestres, que podem desfrutar das calçadas, muitas vezes mal conservadas, porém quase sempre exclusivas.

 

            Bicicleteiro

 

Seu Alcides Carvalho tem 60 anos e nunca teve um carro. Gosta mesmo é de bicicleta e de ser chamado de bicicleteiro. Morador da Zona Leste de Londrina, ele trabalha como porteiro de um clube na Avenida Higienópolis, em frente ao Lago Igapó. Para chegar ao trabalho, “seo” Alcides percorre um caminho de quase 10 quilômetros em mais ou menos meia hora. No entanto, o caminho, além de longo, nem sempre é fácil. Ele, assim como outros ciclistas, se queixa da falta de ciclovias na cidade e do perigo enfrentado por quem adotou a bicicleta como meio de transporte diário.

“Andar por fora da ciclovia é complicado. Tem um desrespeito muito grande e o pessoal corre muito. Por isso, eu sempre passo por outras ruas, eu não gosto de passar aqui no centro não”, comenta.

O risco de dividir as ruas com os outros veículos preocupava “seo” Alcides e também pesou para que ele decidisse diminuir a freqüência com que ia ao trabalho de bicicleta. “Antes eu vinha todo dia, agora eu venho duas ou três vezes por semana. Só quando está chovendo é que eu tenho que pegar ônibus”, diz.

Quando questionado sobre o transporte que prefere, ônibus ou bicicleta, “seo” Alcides não titubeia: “Ah, eu gosto mais de bicicleta, né?. O tempo que eu gasto no ônibus, com a bicicleta eu faço rapidinho”, explica.

E ele não gosta dos modelos mais novos. Confessa que não abre mão da bicicleta vermelha ano 51 e, quando não trabalha com ela, arruma um jeitinho de pedalar um pouco. “Lá, onde eu moro (Jardim Abussafi, região do HU), eu ando de bicicleta direto. Eu tenho uma de marcha lá em casa, mas gosto dessa aqui mesmo”, diz, apontando para a vermelhinha, de tinta um pouco descascada. “Só tem que dar uma arrumada, pintar, trocar o pneu… daí vai ficar boa mesmo pra andar”, completa. “Além do que faz bem pro físico, né?”, conclui “seo” Alcides , sempre com um sorriso no rosto. Terminada a entrevista, ele sobe na bicicleta e volta para casa pedalando. “Minha bicicleta é meu carro”.

Publicado em: on at 6:54 pm Deixe um comentário

O jogo dos cinco erros

Por Daniel Ferraz

Primeiro ponto: isso não é um ponto, é uma questão. Questão de estrangeirismo; do inglês. Incorporado como sinônimo ou não, dói lá no fundo do lóbulo temporal tanto quanto o dialeto daquele telemarqueteiro que gostaria de falar com o responsável pela linha telefônica. Outro ponto, neste caso?

Ligue os pontos de interrogação.

Número dois, antes do três. Descontando os espaços, mantendo-se os pontos: vinte e três caracteres. 2 + 3 = 5. A Lei dos Cinco determina que tudo está direta ou indiretamente ligado ao número cinco. Todas as coisas acontecem em cinco, são divisíveis ou multiplicáveis por cinco, ou estão de alguma forma relacionadas ao número cinco. A Lei dos Cinco nunca está errada.

Basta que haja propensão.

Robert Anton Wilson, em 5 de dezembro de 2006, fez um blog. Seu primeiro post, após – e equivalente a, se fossem de outro autor – trinta e cinco livros: Wavy Gravy uma vez perguntou a um Roshi Zen, “O que acontece após a morte?” / O Roshi repondeu, “Eu não sei” / Wavy protestou, “Mas você é um Mestre Zen!” / “Sim,” admitiu o Roshi, “mas eu não sou um Mestre Zen morto.”

Fnord. Aproximadamente um mês depois, RAW morreu.

Raw, em inglês, quer dizer cru. Heta-uma, em japonês, significa ruim-bom. Não no sentido de algo tão bom que é ruim; nada pejorativo. É bom por ser ruim em algum sentido. Por não ser tão bom que soe ou pareça falso; algo verossímil. Levando para um lado totalmente errado: aquela vizinha das pernas grossas, sem muito peito, seria heta-uma em comparação a uma boa photoshopada.

Exemplo ruim.

Mas continuemos pelo lado errado: uma cicatriz enorme num abdômen bem torneado. Certo. É essa a questão. Segure esse pensamento e agora aplique a uma música, a um filme, a uma pintura. Uma desafinada que te deixa mais perto da canção. Heta-uma é uma palavra boa só por existir, e mereceria uma tradução. Ou virar estrangeirismo.

Em contrapartida, bocejo é bostezo em espanhol. Falso cognato, sabe?

Ligue os pontos

Publicado em: on at 2:31 pm Deixe um comentário